quinta-feira, 18 de abril de 2013

Noite fria



Vem chuva
Vem frio
Vem saudade do chamego
Vem vontade do abrigo
Vem anseio do abraço, do xodó, do mimo...
Então vem!
Vem, logo!

Vem para a dança na chuva
Para embalar o frio
Chamegar de saudade
E fazer de mim abrigo
Vem mesclar a saudade, o xodó, o mimo...

Então... Vem?

Ronco

F
  l
   a
     s
       h que faz barulho
Desperta o sono
Derruba muro


Flash que anuncia
La vem a chuva
Mas não esfria

F
  l
   a
     s
       h  que ronca

Ronca forte

Só não ronca mais que o ronco do homem
Ronca sim.
                   Ronca não.
Rionca sim.
                   Ronca não!

É... ronca não...

Homem não ronca porque dorme
Homem ronca porque não come
E o ronco do flash, seu moço?
E o ronco do flash?

O ronco prenunciou chuva
Chuva que desnuda
Chuva que arrasta
Chuva que desbunda
Que aflige o roncador da minha rua


O roncador não dorme
E o duelo está formado: Ronco Flash X Ronco Fome
                                                     ou   Ronco Medo?
                                                     ou   Ronco Frio?
 Ronco desabrigo...

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Nem sei...

Você chega num ponto em que não conta mais com um regresso
Mexe uma peça
Daí a vida lhe mostra que tudo é possível...
E o ponto inicial já não é um inicio quando retomado
Um desgaste,
Outras dores,
Novas tristezas...


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Para hoje: Inveja

Inveja delas...
Hoje um papinho caía bem hein, tio Freud?
Mas tinha que ser de cabeça no colo, roupa leve e cafuné...
Ah... E se me explicasse mesmo algumas coisas como dizem que explicaria, ganharia uma beijoca!
rs

sábado, 6 de abril de 2013

Bolo de noiva



Chega, abraça, cheira, beija, sente...
O bolo de concreto nunca esteve tão macio.
Recebera o que faltava: Os noivos.
Entrelaçados, deitados, cansados, de pé, rindo, deitados, a pensar, discutindo...
Agora o bolo está vazio...
E os noivos? Indo...

quarta-feira, 3 de abril de 2013

(In)TrAnSiTiVoS


Incomoda-me toda idéia que soe intransitiva.
Sua palavra. Sua conclusão. Sua verdade. Sua visão.
E você, Meu Verbo,
És um dos mais transitivos mortais que já li...
Ora direto, ora indireto.
E eu? Sei lá... Ora complemento, ora leitora. Como quiser...
Quanto ao termo para chamar-me não sei,
Mas qualquer coisa indefinida já me parece de bom tamanho.

domingo, 31 de março de 2013

Alma nua - Vander Lee


Não deixes que façam de mim
O que da pedra tu fizestes
E que a fria luz da razão
Não cale o azul da aura que me vestes
Dá-me leveza nas mãos
Faze de mim um nobre domador
Laçando acordes e versos
Dispersos no tempo
Pro templo do amor
Que se eu tiver que ficar nu
Hei de envolver-me em pura poesia
E dela farei minha casa, minha asa
Loucura de cada dia
Dá-me o silêncio da noite
Pra ouvir o sapo namorar a lua
Dá-me direito ao açoite
Ao ócio, ao cio
À vadiagem pela rua
Deixa-me perder a hora
Pra ter tempo de encontrar a rima

Ver o mundo de dentro pra fora
E a beleza que aflora de baixo pra cima
Ó meu Pai, dá-me o direito
De dizer coisas sem sentido
De não ter que ser perfeito
Pretérito, sujeito, artigo definido
De me apaixonar todo dia
De ser mais jovem que meu filho
E ir aprendendo com ele
A magia de nunca perder o brilho
Virar os dados do destino
De me contradizer, de não ter meta
...
Viver menino, morrer poeta

sexta-feira, 29 de março de 2013

Não basta!



Porque há dias que café não basta. Nestes, me regue a um bom vinho.
Por que há dias que o centro não basta. Me leva a um canto, (escuro) se possível.
Porque há dias que uma ligação não basta. Me contempla com sua presença?
Porque há dias que ansiarmos um feriado basta, mas uma "quarta qualquer", nos surpreende.
Poque existem momentos em que um convite cairia muito bem, mas deixaria de ser bastante, quando um rapto seria perfeito.
Porque há dias que tudo me basta, mas em outros sou insaciável. E nestes, quase tudo não basta.