quinta-feira, 9 de março de 2017

Sem rastros

Saira em busca do alto
Que traz contigo o salto
A fuga do assalto
O desvio dos fatos

O alto
Que suplanta a briga
A fadiga, não abriga
Que enjoa da rima

O alto,
Que confina o destrato
E leva aos ventos o grito não dado

O último?

O grito testemunha do adeus. O grito que afasta dos seus.

Vental, tragal, fatal...



Sem rastros...
O alto.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

O Bêco

Entre muros,
Container de lágrimas e risos
Testemunha da intensidade que passa despercebida aos olho gerais.
O bêco, contendor de história
Armazém de pedras,
De medos,
De planos,
De anseios,
De confissões,
De planos.
O bêco.
Bêco que não é morada, mas é vivência.
Com saídas,
Entre blocos, verdade.
Diante do Céu, que é imensidão.

Isso!

O bêco é imenso.
De dentro para fora,
De fora para dentro.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Voltar pra quem?

Se tivesse como, viajaria.
Para pensar,
Sentir,
Me sentir...

Para ver quem eu voltaria,
Como voltaria,
Para que e para quem eu voltaria.

São tantos os seus,
Mas já se perguntou para quem você volta?

Avisa para alguns, alguns te recebem, e a questão é de ver apenas alguns...
Quem faz real falta?

A questão não é fugir de ninguém,
Mas me encontrar

E saber como eu seria além daqui.