Sumiu da estante um livro importante. Não voltou mais...
Umas duas ou três peças preferidas também não estão mais ali. Sem volta...
Uma sapatilha 38, calcinhas, Gramática, material de estudo...
-Estranho, né?
- Será?
- O quê?
- Tao estranho assim, nada meu caber aqui?
- Se tem a solução, segue o plano.
Papéis de decoração, artesanato, bolsas... Enfileiraram-se, desceram escadas, abriram portões e foram... Sem mais.
-Estranho, né?
-Não mais. Não Caibo. Se meu "eu" não está aqui, de resto, resta apenas, a matéria ir.
-Adeus?
Para que ainda que em corrupios, se respeite a necessidade de matutar o que traz o dia. Quantas pausas forem necessárias.
sábado, 7 de março de 2020
segunda-feira, 16 de abril de 2018
Bora pa Tancredo!?
“No trecho de Salvador conhecido como Brasilgás - próximo
a BR 324 - passam vários transportes para bairros adjacentes. Ocorre, porém,
que em carros menores, os motoristas param nos pontos de ônibus e dizem o
intinerário que irão seguir, bem como o destino final. É vulgar, volta e meia aparecer um motorista
gritando: “Bora, menina! É Tranquedo Neve! Tranquedo, Tranquedo. Quem aí vai?”.
Certa vez um rapaz quase não entrou no transporte:
-Moça, vai pra Tancredo Neves?
-É, vai sim!
Ah... Achei que era um outro destino.
Cê acredita?
-Moça, vai pra Tancredo Neves?
-É, vai sim!
Ah... Achei que era um outro destino.
Cê acredita?
E nesse corre quase-que-diário a gente capta umas pérola pra nos fazer rir até chegar ao local de trabalho.
terça-feira, 29 de agosto de 2017
Mar da Dor
Mar da Dor,
Entre Mar Grande e Salvador.
A garganta desde ontem é um nó.
O coração, o grande mar,
Um só.
Não é piedade...
Compaixão? Não sei...
Entre Mar Grande e Salvador.
A garganta desde ontem é um nó.
O coração, o grande mar,
Um só.
Não é piedade...
Compaixão? Não sei...
Sei que hoje, injustamente,
Os devolvidos sobre o mar,
Vão ao pó.
Três dias de luto... Só?
Oh, meu povo
A dor é bem maior.
Sem prazo,
Um estrago...
Dói...
Se tinha lá dos meus?
Sim
Sobreviveu?
Sim. Sobreviveu.
Só não diria que os que se foram são menos meus.
Irmãos,
De sangue, cultura, humanidade e criação.
E se foram no mar,
Um só coração
Os devolvidos sobre o mar,
Vão ao pó.
Três dias de luto... Só?
Oh, meu povo
A dor é bem maior.
Sem prazo,
Um estrago...
Dói...
Se tinha lá dos meus?
Sim
Sobreviveu?
Sim. Sobreviveu.
Só não diria que os que se foram são menos meus.
Irmãos,
De sangue, cultura, humanidade e criação.
E se foram no mar,
Um só coração
Só não me diz que foi acidente.
Por favor...
Isso não.
Por favor...
Isso não.
quinta-feira, 9 de março de 2017
Sem rastros
Saira em busca do alto
Que traz contigo o salto
A fuga do assalto
O desvio dos fatos
O alto
Que suplanta a briga
A fadiga, não abriga
Que enjoa da rima
O alto,
Que confina o destrato
E leva aos ventos o grito não dado
O último?
O grito testemunha do adeus. O grito que afasta dos seus.
Vental, tragal, fatal...
Sem rastros...
O alto.
Que traz contigo o salto
A fuga do assalto
O desvio dos fatos
O alto
Que suplanta a briga
A fadiga, não abriga
Que enjoa da rima
O alto,
Que confina o destrato
E leva aos ventos o grito não dado
O último?
O grito testemunha do adeus. O grito que afasta dos seus.
Vental, tragal, fatal...
Sem rastros...
O alto.
sábado, 11 de fevereiro de 2017
O Bêco
Entre muros,
Container de lágrimas e risos
Testemunha da intensidade que passa despercebida aos olho gerais.
O bêco, contendor de história
Armazém de pedras,
De medos,
De planos,
De anseios,
De confissões,
De planos.
O bêco.
Bêco que não é morada, mas é vivência.
Com saídas,
Entre blocos, verdade.
Diante do Céu, que é imensidão.
Isso!
O bêco é imenso.
De dentro para fora,
De fora para dentro.
Container de lágrimas e risos
Testemunha da intensidade que passa despercebida aos olho gerais.
O bêco, contendor de história
Armazém de pedras,
De medos,
De planos,
De anseios,
De confissões,
De planos.
O bêco.
Bêco que não é morada, mas é vivência.
Com saídas,
Entre blocos, verdade.
Diante do Céu, que é imensidão.
Isso!
O bêco é imenso.
De dentro para fora,
De fora para dentro.
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
Voltar pra quem?
Se tivesse como, viajaria.
Para pensar,
Sentir,
Me sentir...
Para ver quem eu voltaria,
Como voltaria,
Para que e para quem eu voltaria.
São tantos os seus,
Mas já se perguntou para quem você volta?
Avisa para alguns, alguns te recebem, e a questão é de ver apenas alguns...
Quem faz real falta?
A questão não é fugir de ninguém,
Mas me encontrar
E saber como eu seria além daqui.
Para pensar,
Sentir,
Me sentir...
Para ver quem eu voltaria,
Como voltaria,
Para que e para quem eu voltaria.
São tantos os seus,
Mas já se perguntou para quem você volta?
Avisa para alguns, alguns te recebem, e a questão é de ver apenas alguns...
Quem faz real falta?
A questão não é fugir de ninguém,
Mas me encontrar
E saber como eu seria além daqui.
sábado, 29 de outubro de 2016
Inexplicâncias
Das coisas inexplicáveis que ocorrem - me refiro agora as positivas - destaco a capacidade maravilhosa que o homem tem de sentir em seu coração a felicidade do outro. Sabe como é? Surreal!
E peço a Deus que me permita, ainda que eu nada mereça, essa sensação engrandecedora de rir com os que riem e por muitas vezes ter a alegria deles multiplicada em mim.
Sobre a sensação de felicidade no corpo... Paz, bem estar, risos, produções, expectativas, esperança imbuídos de amor... muito amor. Assim prossigamos, mesmo que não seja tudo como esperado, melhor do que merecemos.
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Ser o que quiser
Lindas
De todas as cores,
do claro ao breu
O tom que escolher, será seu.
Da forma que queira,
Do cacho ao liso,
Fazendo a mudança, se achar preciso
De todas as cores,
do claro ao breu
O tom que escolher, será seu.
Da forma que queira,
Do cacho ao liso,
Fazendo a mudança, se achar preciso
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