Selemos um acordo
Sem sangue nem contrato
Com chave ao vento
Sem destino a cadeado:
Juremos não jurar
Nem pedir promessas
Faço apenas um apelo:
Para abrir com porta de vento
Fechar esse trato
Tendo beijo como selo
Para que ainda que em corrupios, se respeite a necessidade de matutar o que traz o dia. Quantas pausas forem necessárias.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
sábado, 2 de fevereiro de 2013
30 em 02
Tropeços nos caminhos
Risos apesar de dores
Insistindo no que acredita
Negando que tudo há de ser flores
Transcede em mais uma década:
A terceira conlcui. A quarta começa.
Risos apesar de dores
Insistindo no que acredita
Negando que tudo há de ser flores
Transcede em mais uma década:
A terceira conlcui. A quarta começa.
A escolha do título em especial, lembra-me um dialogo com uma figurinha que atende pelo apelido de Chocolate(05 anos). Ao ouvir alguém dizer que a data do dia era 01, tratou logo de corrigi: Oxi! Hoje é 32! Então o título por lembrar dela, e de uma figura rara e teimosa que completa 30, nesse dia 02.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Avessar-te
Racionalizar a dor: Ironia
Amizade perpetuada: Quase prece
Zelar pelo vivido: Nobre ato
Esquecer: Intenção que padece
Criar, reinventar, reescrever: necessidade.
Te viro ao avesso para ver se entendo suas cicatrizes, sonhos e escolha do novo endereço.
Assim "avessado", seus semi-tons, meio-termos me soam razão.
Se te desavesso, já não vejo direito. Antes, um gauche corte.
E nesse trocadilho de embaralhar-te para te entender enxergo em essência, o rezar. Mas quero mais, e quando subtraio sua capa de zorro descubro em você um "Será?".
Talvez só neuras, ou dentre mil formas, apenas mais uma de te olhar.
(Ser) Nascimento
"Pus ponto no conto para renascer". Minto
Palavras lançadas para encobrir o que não quis expor: dor.
Tão frias, duras, concretas criavam muro. (eu) Cimento...
Muro que tinha estampado sorrisos, mas abrigava o lamento.
Não desisto, adio. E verá quem duvida ou quem crê no que alimento
Que valerá a pena o alento, do que tento, distraidamente atento:
Ser Nascimento.
Salvador, 30 de janeiro
domingo, 6 de janeiro de 2013
Punhadim de falavra
Faça das palavras farinha: Se grossa, não faça o próximo engolir se você não gostaria de ingeri-la assim. Penere...
Peneirar pode levar tempo, requer paciência, mas nada que um resultado não compense.
É um desafio, mas por mais que me peçam, insistam, implorem pela farinha, insisto em refiná-la. E que depois venha o bom gozo da farofa, do pirão e boa companhia para um dedo de prosa.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Não me arrependo de nenhum segundo dedicado às rosas que vi florescer. Foram regadas com amor, e de amar não há razão para arrepender-me. No que se refere a amar talvez me arrependa sim, se um dia não conseguir demonstrar, aí já não fará sentido o respirar. Desfalecer-se-ão o eu, os nós, o laços e os vós...
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Sair só. Só sair...
Em busca de essências, e muito sedenta por sinal.
O campeonato mundial pouco importa, o bate-papo no intervalo das aulas(quando se tem) parece fútil, projetos adiáveis, o espaço que ocupo parece temporário e não me pertencer... Tá faltando algo... O agito, o diferente, o que tire o sono e dê paz, tá faltando...
Ultimamente tem sido bem assim, com medo de quem promete, em companhia de mim mesma, sumindo quando dá na telha, aparecendo quando convém, rindo de mim quando vejo grávidas ou quando uma criança parra por mim e sorri(juro que queria rir comigo, mas qd vejo já ri de mim, e sinto que a Vida ri junto, de mim). Ora acho Djavan o cara, ora o cara mais brega que já ouvi e quando escuto Sílaba, Alem de amar e Cair em si saio do páreo... Desisto de análises, intertextualidades e afins. Elas já me tomaram.
Doída, muito. Por ter ferido, julgado, ter sido imediatista, por ter estragado. Afastada de sonhos, não por ter desistido, mas por necessidade de reformular alguns. Se contruir é trabalhoso, imagine...
Ahhh... com saudade de mim, essa eu tô faz tempo. A dúvida é se é como uma saudade de quando alguém morre e as lembraças rodeiam, fica fazendo ruídos nos cantos da casa, te lembrando uma essência além carne e que presente ou não lhe constitui; ou saudades daquela que sente quando não vê a pessoa faz um tempão mas tem certeza que vai rever, por papos em dias, contar aquele mico que pagou, aquela sensação que não contou a mais ninguém, não por ser segredo, mas passou despercebido saca? Que louco... Rs! Nem sentir saudade eu sei... Talvez até saiba. A parafernália toda talvez esteja em tentar entender a danada...
Meu coração tá "igual que nem fole de acordeão. Tipo assim num baião do Gonzaga", como diria Chico: "Ora brinca de inflar, ora esmaga..."
Mas vou de Lenine: "Hoje eu quero sair só..."
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