sexta-feira, 9 de maio de 2014

Nu-Elos


Inspira por que é nudez, 
Ou é nudez por que inspira?. 
Seja lá como for,
Natural.
Sem roupa, sem blasfêmia.


                                                                                                     

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Melhor, sempre!

Tem dias que são assim, a música gruda na sua mente que não quer sair mais! rs
A música da vez foi Seja Melhor, de Pedro Mariano. O bom é que foi uma música linda, de perspectiva de melhoras e numa voz agradabilíssima... Assim é bem melhor! rs

"Hoje o que você me fez
 ...
 Que seja melhor assim
 Que seja melhor pra mim
 Que seja melhor assim
 Que seja melhor o sim
 Que seja melhor
 Pra nós…"

Pedro Mariano


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Nu(elos)

Tá eu (disse que) não contaria mas agora faz-se é tarde: já comecei...

Caminhávamos no Pelourinho, de madrugada, mas tava calor. Acho que isso justifica o fato de estarmos nus. E foram tantas as gargalhadas, casos contados, relembrados dentre outros elos que dá vontade de refazer o tour pelourístico novamente. Santo Antônio acima, limites abaixo foi bom nos vermos, cheirarmos, sentirmo-nos. Enfim... Foi tudo quase tudo de bom.

Podia ouvir Chico sentado num dos bancos ali da praça a bocejar:

"Despudorada, dada, à danada agrada andar seminua
E continua
Ai, a primeira dama, o primeiro drama, o primeiro amor"



E daí percebi que sua voz estava cada vez mais próxima e aquilo me incomodava porque a voz dele passou a camuflar a sua, que já não sussurrava tão suave em meus ouvidos.

Ele cantava cada vez mais alto, até que parecia gritar e...

Que droga! Já, cinco horas?!

E você? Cadê? Puft!

Foi um dos sonhos mais gozados, lhe confesso... Preferia ter continuado até para saber como amanheceríamos no Pelô, nus, amaria. Mas nem por isso dá para odiar o amanhecer, né?
Vamos que vamos que não só de sonho viverá a prozinha aqui. Agora que já riu com mais uma de minhas quimeras, Bom dia!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Sonífera ilha

Para ou não para?
Acho que não.
Ouvi falar que para! 
Hoje tem assembleia


15h. PM na rua, cadê?! Sumiu!

Anuncia-se:
-É greve!

Salvador se agita!
Engarrafa!
Grita:
        -Socorro! 
                         -Assalto!
                                         -Vumbora ali vei! ... É hora de saquear, galera!
                                                                                        
                                                                                                            -Vixe! Fecha Escola.
                                                                                                                       
                                                                                                                         -E agora? Não tem ônibus!
Ninguém procura os seus sumidos no jornal de meio dia. 

E aqui na casa de mainha,
Terra de sono constante e descanso raro
Aproveita-se a fuga da rotina:
Já que ilhados, dormimos.

Caio na onda e aproveito a exceção:
Assisto
Calmamente leio
Corrijo

E claro, durmo. Gozo do que me oferta esta sonífera ilha...


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Sinta-se Sintaxe



Porque todos somos palavras. Se isolados, podemos ser separados por classes. Mas unidos e em contexto é que fazemos sentido, buscando de forma sintática compreender o papel que cada um pode assumir.



segunda-feira, 31 de março de 2014

Com textos, contextos...


E então... Vai ficar aí parado diante de mim, sem me decifrar? Vai contentar-se com o aparente?
Permito-lhe mais... Suplico que me desvende, decifre minhas entrelinhas e veja em minha essência aquilo que ninguém mais verá. Minha conceição não se deu por acaso, e só farei sentido se o que trago for exposto, ainda que sem muito aposto. Por isso deixe que eu lhe induza, e em mim se introduza, permita sua mente ficar confusa e aguçar sua curiosidade a imaginar mil e uma formas de como me usa. Abusa! E assim, facin, facin, de tanto almejar ser visto por ti, revelo minha identidade, embora prefira que perceba no contexto.
Prazer, sou o Texto.



segunda-feira, 17 de março de 2014

Certos incertos

Certo é o incerto
Que ninguém espera
E por isso não se prepara
E quando implode, já é,
Ou já era!

Uma construiria ano passado
Outra casaria no ano por vir
E mais uma vez o danado prega uma peça
Passa a rasteira

Futuro sem eles? Não viam.
Mas a  vida é lupa, amigas.
Hoje se  veem, se amam se curtem
Doeu? Muito. 
Mas o "pra frente é que se anda" impera.

E eu aqui,
Orando por essas pretas
Na fé de que tudo há de certo
E na crença de que as  vezes é preciso o incerto (para dar certo).




domingo, 19 de janeiro de 2014

De vez

A vi mudar, e deixei...
Ela queria dar a si mesma a certeza de fazer o que deveria, de forma que quando a resposta era indiferença ela dava assistência, procurava saber. Ninguém entendia seu rastejar, seu tentar entender além do limite... No fundo, no fundo reconhece que rastejou, sim... Mas rastejou como a cautelosa serpente que observa sem ser notada; Tentou entender a si mesma; limites, sim... Os seus. E para isso foi além, também para não ter arrependimento de não ter ido o bastante nem levar nos ombros o peso do "será" para a próxima viagem. Juro que a entendo... E algo me diz que agora ela vai de vez.