Porque todos somos palavras. Se
isolados, podemos ser separados por classes.
Mas unidos e em contexto é que fazemos sentido, buscando de forma sintática compreender o papel que cada
um pode assumir.
Para que ainda que em corrupios, se respeite a necessidade de matutar o que traz o dia. Quantas pausas forem necessárias.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
segunda-feira, 31 de março de 2014
Com textos, contextos...
E então... Vai ficar aí parado diante de mim, sem me decifrar? Vai contentar-se com o aparente?
Permito-lhe mais... Suplico que me desvende, decifre minhas entrelinhas e veja em minha essência aquilo que ninguém mais verá. Minha conceição não se deu por acaso, e só farei sentido se o que trago for exposto, ainda que sem muito aposto. Por isso deixe que eu lhe induza, e em mim se introduza, permita sua mente ficar confusa e aguçar sua curiosidade a imaginar mil e uma formas de como me usa. Abusa! E assim, facin, facin, de tanto almejar ser visto por ti, revelo minha identidade, embora prefira que perceba no contexto.
Prazer, sou o Texto.
segunda-feira, 17 de março de 2014
Certos incertos
Certo é o incerto
Que ninguém espera
E por isso não se prepara
E quando implode, já é,
Ou já era!
Uma construiria ano passado
Outra casaria no ano por vir
E mais uma vez o danado prega uma peça
Passa a rasteira
Futuro sem eles? Não viam.
Mas a vida é lupa, amigas.
Hoje se veem, se amam se curtem
Doeu? Muito.
Mas o "pra frente é que se anda" impera.
E eu aqui,
Orando por essas pretas
Na fé de que tudo há de certo
E na crença de que as vezes é preciso o incerto (para dar certo).
domingo, 19 de janeiro de 2014
De vez
A vi mudar, e deixei...
Ela queria dar a si mesma a certeza de fazer o que deveria, de forma que quando a resposta era indiferença ela dava assistência, procurava saber. Ninguém entendia seu rastejar, seu tentar entender além do limite... No fundo, no fundo reconhece que rastejou, sim... Mas rastejou como a cautelosa serpente que observa sem ser notada; Tentou entender a si mesma; limites, sim... Os seus. E para isso foi além, também para não ter arrependimento de não ter ido o bastante nem levar nos ombros o peso do "será" para a próxima viagem. Juro que a entendo... E algo me diz que agora ela vai de vez.
Ela queria dar a si mesma a certeza de fazer o que deveria, de forma que quando a resposta era indiferença ela dava assistência, procurava saber. Ninguém entendia seu rastejar, seu tentar entender além do limite... No fundo, no fundo reconhece que rastejou, sim... Mas rastejou como a cautelosa serpente que observa sem ser notada; Tentou entender a si mesma; limites, sim... Os seus. E para isso foi além, também para não ter arrependimento de não ter ido o bastante nem levar nos ombros o peso do "será" para a próxima viagem. Juro que a entendo... E algo me diz que agora ela vai de vez.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Respeite o poema
Que seja de rima pobre
De frase longa ou pequena
De santo ou profano
Respeite o poema
De frase longa ou pequena
De santo ou profano
Respeite o poema
BrevIdade
A idade mais breve, qual é, seu moço?
Pela moça lamentei. Não viveu.
Pelo velho suspirei... Fez história, fará falta.
Mas o certo é que é tudo breve
Se velho ou novo, breve!
Breve idade...
A idade mais breve? Qualquer...
Para ser breve, basta ser. Nunca se sabe.
E mais uma vez a batida, que já não era perfeita, parou.
O aparelho zerou. A lar mou...
Pi pi pi...
(Silêncio)
Mais uma idade se fez breve.
(des)Intensa
Não é saudade, é falta
Não é cansaço, é preguiça
Não é dor, é incômodo
Não é tesão, é vontade.
Não é interesse, é curiosidade
Não é parto, é aborto
Não é ciúme, é posso
Chega de "nãos". Falemos do que é.
Melhor: Ouçamos...
Não é cansaço, é preguiça
Não é dor, é incômodo
Não é tesão, é vontade.
Não é interesse, é curiosidade
Não é parto, é aborto
Não é ciúme, é posso
Chega de "nãos". Falemos do que é.
Melhor: Ouçamos...
PrimeirA vIagem
-Dorme, homem. O menino tá bem.
-Não quero, me deixe. E deixe ele aqui também. Preciso sentir o respirar dele.
-Deixa o menino ter sono tranquilo. Neném dorme assim mesmo, parecendo que parou, meio congelado, feito anjo.
-E se parar de respirar? Como vou saber? Olha, tá parando já...
-Vai sacudir o menino de novo?
-Vou... Isso... Respira filhinho. Respira que papai tá aqui.
É bonito.
Isso é zelo, deixa... Deixa o neném sobre o peito dele; deixa ele conferir o respirar; deixa... Deixa que é conferir a vida. Vida que ele gerou, vida que ele cuida, vida que ele cria. Deixa porque tem coisa que só se faz na vida de PrimeirA vIagem.
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